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Publicado em: 20/12/2019

INF auxilia em pesquisa no câncer de pele

Com uma foto de smartphone é possível avaliar possibilidade de uma lesão ser maligna ou benigna.

derma

A cada ano, são diagnosticados 180 mil novos casos de câncer de pele no Brasil, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca). De olho nesses números e cientes da importância do diagnóstico precoce, pesquisadores aqui do Instituto de Informática trabalham em uma tecnologia de detecção precoce da doença. Acessível, ela exige apenas um celular com câmera fotográfica.

O Professor do INF Jacob Scharcanski, líder da pesquisa, conta que a ideia do projeto nasceu em 2009, quando o grupo encabeçado por ele questionou a confiabilidade das câmeras convencionais para obtenção de diagnósticos precisos. “Na prática, a ferramenta funciona assim: através de uma foto de smartphone, a lesão é analisada por meio de inteligência artificial. A tecnologia faz avaliações usando critérios similares aos utilizados por dermatologistas e produz um indicativo da propensão da lesão ser maligna ou benigna”, conta Jacob.

A taxa de sucesso com fotos cadastradas em uma base de imagens validadas por dermatologistas é de 99%, segundo o pesquisador. Como é baseada em inteligência artificial, a tecnologia melhora seu desempenho com a utilização e vai aprendendo a diferenciar os casos benignos e malignos.

Ainda sem prazo para chegar ao mercado, o projeto precisa de uma certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que requer investimentos maiores de tempo e de dinheiro.

“Esse processo é relativamente custoso e trabalhoso. Se tivesse uma empresa parceira interessada em construir um equipamento, um protótipo, em um ou dois anos ele poderia ir para o mercado”, avalia Scharcanski.

Fora a praticidade e precisão, a tecnologia traz como vantagem a facilidade do uso: pode ser utilizada por qualquer médico, mesmo que não especializado em dermatologia, agilizando o encaminhamento ao especialista nos casos necessários.

Atualmente, os médicos dermatologistas dispõem de um aparelho chamado dermatoscópio para avaliar sinais e lesões. Considerado o “estetoscópio” dos especialistas em pele, o aparelho manual é capaz de ampliar em 10 vezes o sinal. Já a versão digital do aparelho tem capacidade de aumento de mais de cem vezes, além de permitir o armazenamento das imagens para futuras comparações, explica a especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Louise Lovatto.

 

Fonte da notícia: GauchaZH