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Publicado em: 06/07/2018

A tecnologia em prol da saúde

Confira aqui como o programa de teleconsultorias, fruto de uma parceria entre o PRAV e o Telessaúde - RS, tem auxiliado no atendimento médico do RS.

telessaúde

O uso da tecnologia vem sendo positivo para a área da saúde. Teleconsultorias têm sido usadas como forma de aumentar a efetividade da atenção primária à saúde e reduzir as longas filas de espera por especialistas no SUS. O programa é oferecido por meio de uma parceria entre o PRAV – Projetos em Áudio e Vídeo e o Telessaúde – RS, com o apoio do governo gaúcho e subsidiado pelo Ministério da Saúde.  

O Laboratório do PRAV – Projetos em Áudio e Vídeo iniciou suas atividades em 1998 e, desde 2006, está situado junto ao Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo composto atualmente por quatro áreas de especialidade, uma delas é a telemedicina. Já o Telessaúde é um programa de ação nacional que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no SUS – Sistema Único de Saúde, integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a teleassistência e a teleducação.

No serviço de teleconsultorias, médicos, dentistas, enfermeiros e demais profissionais podem usar o serviço em dias úteis no horário comercial, basta ligar para o número 0800 644 6543 de forma gratuita. A sala de teleatendimento fica na região central de Porto Alegre e possui cerca de 53 profissionais, que incluem médicos de 15 especialidades, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e farmacêuticos.

Em cinco anos, o programa fez mais de 90 mil consultorias por telefones de médicos de todo o país, com índices de resolução de 62%. Ou seja, 6 em cada 10 casos clínicos atendidos no programa são resolvidos já nos postos de saúde, sem que o paciente fique na fila de espera aguardando por um especialista.

Atualmente, o Telessaúde oferece telediagnósticos para exames oftalmológicos, pulmonares e de lesões da boca e da pele. Porém, o serviço enfrenta a resistência das entidades médicas. No ano passado, o CFM – Conselho Federal de Medicina emitiu nota dizendo que serviços de telemedicina podem ser realizados apenas com a participação direta de médicos nas duas pontas do atendimento. Segundo o secretário municipal de saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, os esclarecimentos já foram prestados às entidades médicas. Harzheim ainda defende que esse tipo de serviço é fundamental para aumentar a resolubilidade e melhorar o acesso aos serviços especializados.

Para maiores informações acesse: https://www.ufrgs.br/telessauders/