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Perguntas frequentes

Aqui, tento fatorar as respostas a algumas perguntas mais ou menos discretas que meus amigos e alunos Brasileiros costumam fazer tão logo me encontram…

  1. Eu gostaria de fazer um TC contigo… Primeiro, muito obrigado pela confiança. Sugiro que tu olhes o link neste site onde detalhei alguns TCs que orientei no passado. Cada assunto é diferente, porém tento manter uma certa coerência na área de programação paralela e/ou compiladores e processadores de texto. Outro critério a avaliar é simplesmente o número de TCs que estou orientando neste semestre: com mais de 3-4 alunos, começa a ficar complicado para todos nós. Por fim, eu listei aqui uma série de dicas que podem ser úteis para o TC.
  2. Eu gostaria de fazer um mestrado nessa área! No Instituto, podemos começar a orientar 1 ou 2 mestrandos por ano. A seleção se efetua em novembro-dezembro, uma vez que se sabe os resultados do póscomp. Esses resultados são muito importantes, pois determinam um raio de corte na lista dos candidatos (leia-se: tem uma nota mínima a obter para poder ser selecionado no PPGC). Ademais, as bolsas, se tiver, são atribuídas pela ordem de classificação ao poscomp. Fora o poscomp, um passo importante é ler minhas páginas sobre a pesquisa, ver a lista dos orientandos e o que estão fazendo, consultar minhas publicações para se ambientar com minha área. Por fim, eu vou querer conversar com os candidatos, e por isso o melhor é agendar uma pequena reunião no Instituto, em Porto Alegre. Você deveria também olhar essa página, sobre Mestrado e Doutorado na UFRGS comigo.
  3. Como se pronuncia seu nome, “Nicolas Maillard”? A língua francesa tem uma forma muito bonita de usar várias letras mudas na escrita. Existem mais de uma forma de escrever um dado som, inclusive através de mais de uma letra. No caso, “Nicolas” se pronuncia mais ou menos “Nicolá” — o ‘s’ final é mudo e o acento tônico está definitivamente no ‘a’. Se você realmente quiser caprichar, tente encurtar um pouco o ‘a’: diz-se “ni-cô-lá”, tendo as três sílabas a mesma duração. Quanto ao sobrenome, se pronuncia mais ou menos “maiar”, como se não tivesse ‘d’ no fim, nem o ‘ll’ após o ‘i’.
  4. Afinal, é “Nicolas Maillard” ou “Nicolas Bruno Maillard”? Em francês, se costuma ter um sobrenome (nome de família) único. “Maillard” é meu sobrenome. Tenho dois “primeiros nomes” (nomes mais comuns, em geral de santos, independentes dos nomes dos pais): Nicolas e Bruno. No entanto, como todos os Franceses que eu conheço, costuma-se usar apenas o “Nicolas”. “Bruno” só consta nos documentos extremamente formais — acho que nem nos meus diplomas entrou o “Bruno”. Considero-me como “Nicolas Maillard”, e ponto.
  5. “Nicolas” parece que é um nome famoso na França… Bem, apesar de minha chefe de departamento se chamar “Carla”, você está provavelmente confundindo com pessoas mais importantes do que eu.
  6. Mas por que será que você se estabeleceu no Brasil, este país do terceiro mundo? (pergunta que só Brasileiros fazem…) Pois é, em primeiro lugar, eu não considero o Brasil como fazendo parte do terceiro mundo. Em segundo lugar, faz anos (bem antes do clima atual) que penso que o Brasil é um dos paises do futuro, e que seria legal fazer parte da construção deste futuro. Ademais, ao contrário do que pensam os Brasileiros que não tiveram ainda a oportunidade de conhecer “o primeiro mundo”, nem tudo é tão perfeito no Exterior, e muitas coisas boas do Brasil simplesmente não se encontram fora. Os alunos da UFRGS que mandamos estudar fora voltam confirmando essa impressão minha. Assim sendo, não é estranho que eu tenha optado por viver em Porto Alegre, numa universidade que pertence ao “top-5” do país, que me dá todas as opções para fazer ótima pesquisa e com alunos brilhantes. Na verdade, aqui tenho todas as condiçoes, e muito mais ânimo, para fazer pesquisa e ensino em nível internacional. Se você tiver dúvida, venha ver…
  7. Faz tempo que você mora no Brasil? Vim pela primeira vez em Dezembro de 2001, e me instalei definitivamente em Porto Alegre em Junho de 2002. Fui concursado como Professor Adjunto na UFRGS em Março de 2005.
  8. E você é Professor mesmo? Sim. Já passei das fases de recém-doutor e de professor substituto. Sou professor adjunto, e funcionário federal. Terminei a fase de três anos de estágio probatório, ou seja agora dizem que é complicado mesmo me expulsar da universidade.
  9. E você tem a nacionalidade brasileira? Não a tenho, mas se você é aluno meu e espera que isso pode me levar a ser expulsado do território nacional antes da prova, esqueça: eu tenho um visto permanente, graças ao concurso federal onde passei. Ademais, sou casado com uma Gaúcha, e isso também me garante o direito a morar no Brasil.
  10. E o português é difícil para você? Alguns sons continuam difíceis para mim, sobretudo os sons nasais e o ‘r’. Tente me fazer dizer “calorão” ou ""cabeleireiro"" e você ouvirá a diferença. Nunca consegui me fazer passar por brasileiro por telefone, e a maioria de meus colegas me reconhecem, numa ligação, desde meu “alo” inicial. Isso dito, dou minhas aulas em português e meus alunos não parecem se queixar demais de meu sotaque. É raro que eu não seja entendido, e alguns amigos simpáticos até dizem que falo muito bem. Mas os Brasileiros são muito gentis com os estrangeiros… O único amigo brasileiro que já reclamou de meu sotaque é Paulista: ele estranhou meu “bá” gaúcho.

    Fri Apr 02 16:48:12 -0300 2010