{"id":140,"date":"2016-05-20T21:15:36","date_gmt":"2016-05-20T21:15:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inf.ufrgs.br\/rondon\/?page_id=140"},"modified":"2021-02-01T13:25:55","modified_gmt":"2021-02-01T13:25:55","slug":"marechal-rondon","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.inf.ufrgs.br\/rondon\/?page_id=140","title":{"rendered":"Marechal Rondon"},"content":{"rendered":"<p>C\u00e2ndido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de C\u00e2ndido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiab\u00e1 pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome &#8220;Rondon&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/projetorondon.defesa.gov.br\/publicador\/file\/image\/id\/42713\" alt=\"\" width=\"573\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p>Tornou-se professor prim\u00e1rio aos 16 anos mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Fez o curso do Estado Maior de 1\u00aa Classe e foi promovido a alferes (atual &#8220;aspirante-aoficial&#8221;). Graduou-se como bacharel em Matem\u00e1tica e em Ci\u00eancias F\u00edsicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890. Em 1889, Rondon participou da constru\u00e7\u00e3o das Linhas Telegr\u00e1ficas de Cuiab\u00e1, assumindo a chefia do distrito telegr\u00e1fico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mec\u00e2nica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a constru\u00e7\u00e3o de mais uma linha telegr\u00e1fica, entre Cuiab\u00e1 e Corumb\u00e1, alcan\u00e7ando as fronteiras do Paraguai e da Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a construir a linha telegr\u00e1fica de Cuiab\u00e1 a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comiss\u00e3o do Marechal foi a primeira a alcan\u00e7ar a regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Nesta mesma \u00e9poca estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamor\u00e9, que junto com a telegr\u00e1fica de Rondon ajudaram a ocupar a regi\u00e3o do atual estado de Rond\u00f4nia. Rondon fez levantamentos cartogr\u00e1ficos, topogr\u00e1ficos, zool\u00f3gicos, bot\u00e2nicos, etnogr\u00e1ficos e ling\u00fc\u00edsticos da regi\u00e3o percorrida nos trabalhos de constru\u00e7\u00e3o das linhas telegr\u00e1ficas. Por sua contribui\u00e7\u00e3o ao conhecimento cient\u00edfico, recebeu v\u00e1rias homenagens e muitas condecora\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do Brasil e do exterior.<\/p>\n<p>Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios e Localiza\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incans\u00e1vel defensor dos povos ind\u00edgenas do Brasil ficou famosa a sua frase: &#8220;Morrer, se preciso for; matar, nunca.&#8221;<\/p>\n<p>Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Ex\u00e9rcito e, ap\u00f3s sucessivas promo\u00e7\u00f5es, chegou a general-de-divis\u00e3o. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Ex\u00e9rcito. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios (CNPI), cargo em que permaneceu por v\u00e1rios anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o ent\u00e3o estado de Guapor\u00e9, passou a ser chamado de Rond\u00f4nia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inf.ufrgs.br\/rondon\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Artigo_MalRondon.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LINK PARA TEXTO COMPLEMENTAR.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e2ndido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de C\u00e2ndido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiab\u00e1 pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome &#8220;Rondon&#8221;. 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