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Publicado em: 25/08/2026

CEI/UFRGS participa do Fórum Brasileiro de Deep Techs

CEI reafirma o compromisso com a aproximação entre ciência, educação e empreendedorismo.

 

Encontro reuniu atores do ecossistema de inovação em torno de debates sobre ciência que empreende, ambientes e políticas para inovação e financiamento de tecnologias de base científica

O Centro de Empreendimentos em Informática da UFRGS (CEI/UFRGS) participou, em Porto Alegre, do Fórum Brasileiro de Deep Techs, iniciativa dedicada à articulação de agendas para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em pesquisa científica e conhecimento avançado. A participação integra o movimento de aproximação do CEI com atores e iniciativas relacionados ao desenvolvimento de deep techs e à transformação de conhecimento científico em soluções com aplicação econômica e social.

A programação do Fórum foi organizada em torno de questões diretamente relacionadas aos desafios enfrentados por tecnologias intensivas em ciência: a capacidade de transformar pesquisa em empreendimento, a existência de ambientes e políticas adequados ao desenvolvimento da inovação e a disponibilidade de instrumentos de financiamento compatíveis com ciclos tecnológicos mais longos e de maior complexidade.

Ciência que empreende

Um dos eixos do encontro tratou da aproximação entre produção científica e empreendedorismo. Para ambientes universitários de inovação, essa discussão envolve compreender como conhecimentos, pesquisas e tecnologias desenvolvidos no ambiente acadêmico podem encontrar caminhos de aplicação sem perder a profundidade científica que lhes dá origem.

Essa transição exige competências que ultrapassam o desenvolvimento técnico. A identificação de problemas relevantes, a definição de aplicações, a formação de equipes empreendedoras, as primeiras validações e a construção de relações com potenciais usuários e parceiros também passam a integrar a trajetória da tecnologia.

A temática dialoga diretamente com a atuação do CEI no desenvolvimento de empreendimentos originados ou conectados à Universidade e com o esforço de aproximar pesquisa avançada, formação empreendedora e oportunidades de aplicação.

Ambiente e políticas para inovação

O Fórum também abordou as condições institucionais necessárias para que tecnologias de maior complexidade avancem. Deep techs dependem de ecossistemas capazes de articular universidades, empresas, ambientes de inovação, poder público e demais organizações que possam oferecer competências, infraestrutura, instrumentos de apoio e oportunidades de desenvolvimento.

Essa perspectiva reforça a importância da atuação em rede. Para uma incubadora universitária, apoiar tecnologias de base científica envolve não apenas acompanhar individualmente os empreendimentos, mas também contribuir para sua inserção em um conjunto mais amplo de relações institucionais.

Financiamento de deep techs

Outro eixo da programação discutiu o financiamento de tecnologias baseadas em ciência. Projetos dessa natureza frequentemente apresentam ciclos de pesquisa, desenvolvimento e validação distintos daqueles encontrados em negócios baseados em tecnologias já consolidadas. O avanço da maturidade tecnológica pode exigir infraestrutura especializada, equipes altamente qualificadas, períodos mais longos de desenvolvimento e diferentes fontes de recursos ao longo da trajetória.

Por essa razão, a discussão sobre financiamento está diretamente associada ao desenvolvimento de um ecossistema de deep tech. Recursos públicos, investimento privado, programas de pesquisa e desenvolvimento e outros mecanismos podem desempenhar funções complementares conforme a maturidade e as necessidades de cada empreendimento.

Ciência aplicada como agenda institucional

Os três eixos abordados no Fórum convergem em um desafio comum: criar condições para que conhecimento científico avance em direção à aplicação e ao impacto.

Esse desafio possui aderência à estratégia de atuação do CEI. A incubadora busca fortalecer sua capacidade de apoiar empreendimentos de base científica e tecnológica, ampliar redes de especialistas e parceiros e aproximar pesquisadores e projetos universitários de oportunidades de desenvolvimento empreendedor.

A presença no Fórum Brasileiro de Deep Techs também contribui para inserir o CEI em uma agenda regional e nacional de discussão sobre o desenvolvimento de tecnologias de fronteira. A participação em ambientes dessa natureza permite ampliar a compreensão sobre os diferentes componentes necessários à trajetória de uma deep tech e incorporar esse repertório ao processo de melhoria contínua das práticas de apoio da incubadora.

Ao registrar sua participação, o CEI reafirma o compromisso com a aproximação entre ciência, educação e empreendedorismo e com a criação de condições para que conhecimentos e tecnologias desenvolvidos na Universidade possam alcançar novos espaços de aplicação e gerar impacto para a sociedade.