Entre os dias 22 e 25 de abril, uma delegação do Instituto de Informática da UFRGS participou do The International Post-Exascale Workshop 2026 (InPEx), realizado em Niterói, no Rio de Janeiro. O evento reuniu pesquisadores e lideranças internacionais da área de Computação de Alto Desempenho para discutir os desafios científicos, tecnológicos e estratégicos da chamada era pós-exascale.
A delegação do INF/UFRGS foi composta pelos professores Arthur Lorenzon, Lisandro Granville, Luciano Gaspary e Philippe Navaux, além do doutorando do Programa de Pós-Graduação em Computação (PPGC), Cristiano Künas. O professor Philippe Navaux também atuou na organização do evento, reforçando o protagonismo da UFRGS e do INF nas discussões internacionais sobre o futuro da supercomputação.
A edição brasileira marcou a primeira realização do workshop na América Latina, após encontros anteriores da comunidade InPEx na França, Espanha e Japão, reunindo cerca de 80 especialistas da área de HPC da América Latina e Caribe, Estados Unidos, União Europeia e Japão.
Ao longo da programação, pesquisadores participaram de sessões técnicas e grupos de trabalho. As discussões abordaram temas centrais para a próxima geração de infraestruturas computacionais, incluindo convergência entre HPC e Inteligência Artificial, computação quântica, continuidade digital e gerenciamento de dados, experimentação de grandes modelos de IA para a ciência, produção e gestão de software científico, soberania tecnológica, eficiência energética, co-design de algoritmos e arquiteturas, entre outros. Em uma das sessões dedicadas à convergência entre HPC e IA, os professores Luciano Gaspary, Philippe Navaux e Arthur Lorenzon contribuíram nas discussões sobre os desafios de escalabilidade em sistemas computacionais de próxima geração.
O grupo debateu limitações associadas à memória, comunicação, heterogeneidade, baixa precisão e execução distribuída de cargas de trabalho científicas e de IA, temas estratégicos para a computação científica que pensam os rumos da supercomputação e das infraestruturas digitais críticas para os próximos anos.
Por fim, a participação no evento foi uma oportunidade de fortalecimento internacional e contribuição na construção da agenda global de pesquisa em HPC, IA e computação científica avançada.