A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi selecionada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para sediar um dos Centros de Operações de Segurança (SOC, do inglês Security Operations Center) distribuídos da Rede Federada de Cibersegurança e Privacidade. A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento da segurança digital em instituições de ensino, pesquisa e inovação.
O SOC é uma estrutura dedicada ao monitoramento contínuo de redes, sistemas e infraestruturas digitais, operando de forma permanente para identificar, analisar e responder a ameaças cibernéticas.
Segundo o professor Jéferson Campos Nobre, do Instituto de Informática da UFRGS, a atuação desse tipo de estrutura vai muito além da simples observação do tráfego de rede:
“Um SOC é uma estrutura dedicada ao monitoramento contínuo de redes, sistemas e infraestruturas para questões de cibersegurança. Normalmente, opera 24 horas por dia, sete dias por semana, acompanhando eventos e possíveis ameaças que possam afetar as organizações atendidas”, explica.
Na UFRGS, a iniciativa reúne esforços do Instituto de Informática (INF), do Centro de Processamento de Dados (CPD) e do Ponto de Presença da RNP no Rio Grande do Sul (PoP-RS), consolidando uma atuação integrada entre pesquisa, infraestrutura tecnológica e operação de redes acadêmicas.
Entre as atribuições do SOC está o acompanhamento constante de eventos relacionados à segurança digital, permitindo identificar tentativas de invasão, acessos indevidos, disseminação de malwares e outros comportamentos anômalos nas redes monitoradas. A análise dos dados coletados possibilita compreender ameaças em andamento e apoiar ações rápidas de resposta a incidentes.
Para Nobre, o principal objetivo é ampliar a capacidade de proteção das instituições participantes:
“Espera-se que o SOC realize um monitoramento efetivo das questões de cibersegurança, identificando tentativas de ataques ou ataques em andamento. A partir da análise dos dados coletados, é possível ampliar significativamente a capacidade de proteção das organizações”, afirma.
Além dos benefícios diretos para a segurança digital da Universidade, a participação do Instituto de Informática cria novas oportunidades para o desenvolvimento científico na área de cibersegurança.
Como parceiro acadêmico da iniciativa, o INF poderá contribuir para a produção de conhecimento especializado a partir dos dados e experiências gerados no contexto do SOC. Informações obtidas durante as atividades de monitoramento poderão subsidiar pesquisas de graduação e pós-graduação, favorecendo o desenvolvimento de novas técnicas, ferramentas e metodologias para análise de ameaças digitais.
“O Instituto de Informática participa do SOC em conjunto com o CPD e o PoP-RS. Como braço acadêmico da iniciativa, podemos contribuir tanto na produção de conhecimento quanto na utilização dos dados gerados pelo monitoramento para pesquisas de graduação e pós-graduação”, destaca o professor.
A estrutura também deverá servir como espaço de formação prática para estudantes, oferecendo oportunidades de estágios e outras atividades acadêmicas voltadas à segurança da informação.
A implantação do SOC traz ganhos diretos para a UFRGS, incluindo o fortalecimento da proteção de redes e sistemas utilizados pela comunidade universitária. Ao mesmo tempo, seus impactos ultrapassam os limites institucionais.
A formação de profissionais mais qualificados em segurança cibernética, aliada à produção de conhecimento científico na área, contribui para ampliar a capacidade da sociedade de enfrentar desafios relacionados à proteção de dados, à continuidade de serviços digitais e à resiliência de infraestruturas críticas.
Dessa forma, a participação da UFRGS na rede nacional de SOCs representa não apenas um avanço na proteção do ambiente digital acadêmico, mas também uma oportunidade estratégica para consolidar a atuação da Universidade na pesquisa, na inovação e na formação de especialistas em cibersegurança.