A experiência acadêmica com o Grupo Revivendo a Vida, caracterizado por estudantes idosos, aponta para a possibilidade de construir novos conhecimentos para a vivência de uma velhice saudável e mais feliz. E, assim, através da concepção de ensino por projetos de trabalho, e o comprometimento do grupo com a aprendizagem, que eu estudante de Pedagogia, divido com eles e com o LoBoGames o mais produtivo aprendizado para todos nós.
Os projetos desenvolvidas desde do início do ano letivo de 2015 foram pensado para eles e com eles. Os jogos Lógicos de Tabuleiro (LoBoGames) propuseram a eles e a mim maior confiança em conseguir aprender/ensinar pois é assim nossos encontros semanais, uma troca de experiências, de alegrias, de conversas, de descobertas.
A partir desse projeto já desenvolvido até hoje, pode-se perceber a iniciativa dos idosos para outros estudos, a motivação para aprender, o maior envolvimento do grupo com as aulas, a preocupação em construir conhecimentos e a satisfação advinda do fato de estarem progredindo. Sem dizer a mudança do seu próprio cotidiano.
Os jogos são ministrados na da Faculdade de Educação do Centro Universitário Ritter dos Reis, para um grupo de 12 mulheres e somente um homem, sendo ele o mais velho do grupo, completado no mês de Outubro 93 anos. Uma vez por semana das 15hs às 17hs todas as quartas-feiras.
Aprendem a esperar, a compartilhar a compreensão das regras, se ensinam, se respeitam, mas acima de tudo se divertirem pois sem essa diversão elas não estariam lá.
Jogam no tempo deles em tabuleiros de mesa, gigante e vivo, mas sem dúvidas elas preferem o vivo, pois vejo que onde se divertem mais.
Brincam e disputam, pois algumas são mais competitivas que outras. Estão aprendendo muito com os jogos, mas o mais significante pra mim é que elas estão vendo o mundo de forma diferente, principalmente quando ouvi um dia a história de vida relacionada com os jogos.
Uma senhora de 73 anos, me contou: “Sabe profe (é assim que elas me chamam), estava atravessando a rua com minha neta, rua essa que atravesso a mais de trinta anos, e a meia quadra dessa mesma rua tem uma sinaleira. Fomos até ela, mas minha neta perguntou o porquê, pois sempre atravessamos sem sinaleira. Disse a ela que a profe dos jogos tinha ensinado que é importante olharmos de todos os lados do tabuleiro para enxergarmos melhor e com isso fazer melhor escolha no caminho do tabuleiro, e que devemos levar isso pra vida. Os jogos tinha me ensinado a olhar mais em minha volta. Por isso a escolha da sinaleira agora.
Mais do que aprender a jogar com regras, é a importância de mostrar que um simples jogo pode ser nosso instrumento mais precioso.
Nilseia Ribas – Monitoria do Programa de Extensão “Revivendo a Vida” da UniRitter. Nov. 2015.
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